Toxina botulínica e seus interferentes para uma possível durabilidade prolongada no uso estético

  • Danielle Aparecida do Nascimento
  • Estefânia Silva Hespanhol

Resumo

RESUMO:
As neurotoxinas botulínicas (NTB) são produzidas naturalmente pela bactéria anaeróbia gram-positiva Clostridium botulinum e são consideradas neurotoxinas com poderosos efeitos. Essa bactéria possui 8 tipos sorológicos (A, B, C1, C2, D, E, F, G), mas apenas o tipo A é conhecido por produzir a toxina botulínica utilizada na medicina e na estética. Sua alta efetividade e o resultado imediato justificam sua aplicação regular na estética hoje, por seu efeito na paralisação da musculatura facial, no tratamento e prevenção das rugas e linhas de expressão. A toxina botulínica tipo A (TBA) vem sendo cada vez mais procurada nos últimos anos por pessoas jovens e preocupadas com sua aparência. Por ter uma duração de ação de 3 a 6 meses, a busca por uma durabilidade maior na ação da neurotoxina é constante. A toxina botulínica depende do zinco para reagir no bloqueio da contração muscular, promovendo uma clivagem no receptor responsável. Maneiras de aumentar o seu efeito e durabilidade vem sendo estudadas, e o seu mecanismo de ação cada vez mais compreendido. Busca-se assim soluções para aumentar sua efetividade na contração muscular, prolongar seu efeito diminuindo as aplicações frequentes e conhecer os inibidores e quelantes de zinco, que antagonizam a sua ação nos receptores neuromusculares. Sendo assim, o intuito deste trabalho é discutir o mecanismo de ação da toxina botulínica e entender melhor sua dependência ao zinco, os meios que possam fazer com que se aumente ou prolongue a efetividade e durabilidade da ação da toxina botulínica para seu uso estético.
Palavras-chave: Toxina botulínica, mecanismo de ação, zinco.

Publicado
2021-09-16