Realidade das mulheres privadas de liberdade no ciclo gravídicopuerperal no sistema prisional brasileiro: uma revisão da literatura

  • Beatriz Fornazari Demarchi

Resumo

RESUMO:
Introdução A permanência da mulher no presidio é permeada de dificuldades. Logo, para a mulher gestante ou puérpera, as dificuldades dobram devido às preocupações com o filho e as inseguranças do futuro. É um momento repleto de sentimentos, oscilando rapidamente da alegria para a tristeza da separação. Objetivo: Descrever a realidade das mulheres privadas de liberdade no ciclo gravídico puerperal no sistema prisional brasileiro, através da revisão integrativa. Método: trata-se de uma revisão integrativa, com artigos publicados nos últimos dez anos, em língua portuguesa, disponível para acesso gratuito, nas seguintes bases de dados: LILACS, BDEnf, MEDLINE, IBECS e outras bases de dados. Resultados: Foi observado que os 11 artigos selecionados falam do déficit de assistência em saúde da mulher no ciclo gravídico puerperal e dos sentimentos mediante as opiniões vigentes a permanência do filho junto a mãe no ambiente carcerário. Revelaram-se duas categorias de análise: Privação dos direitos humanos interligados a assistência no pré natal e no parto e Relações construídas entre o binômio mãe-filho: as consequências do cárcere. Conclusão: É necessário refletir sobre o assunto a fim de alertar e regulamentar atitudes de âmbito nacional para a manutenção da assistência em saúde a essas mulheres e seus filhos, evitando possíveis danos no desenvolvimento da criança e auxiliando na educação em saúde materna.
Palavras-chave: Prisioneiros. Mulheres. Parto. Gravidez. Prisões.

Publicado
2021-10-18