A figura da bruxa em contraste à figura do mago e a reconstrução doarquétipo feminino mágico na literatura e no cinema

  • Ariella Bueno de Camargo
  • Thais Santarosa

Resumo

RESUMO:
O presente artigo busca refletir a respeito da visão deturpada, construída no imaginário social, em relação à imagem da personagem mágica feminina, a bruxa, retratada, na maior parte dos enredos fílmicos e literários, de maneira pejorativa, associada à maldade, à traição e ao perigo, contrastando com as características do personagem mago, que estão associadas ao poder, à glória e à sabedoria. Neste estudo serão considerados os aspectos históricos e sociais que contribuíram para a diferenciação que coloca a figura feminina numa posição de inferioridade em relação à masculina, analisandose as questões que nortearam essa construção. Serão levantadas reflexões sobre o fortalecimento da organização patriarcal – que colocou as mulheres numa posição social de submissão e violência, dos primórdios à contemporaneidade – e também sobre as mudanças, ocorridas ao longo da história, que possibilitaram a ascensão da figura feminina a partir da conquista de seus direitos, da expressão de seus talentos e do reconhecimento da mulher como ser social, ser participativo e ser capacitado. A pesquisa corresponde a uma análise de situação, em que trechos de obras como “O Mágico de Oz (1901)” de L. Frank Baum, “O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda (2013)” de Howard Pyle e do filme “Elvira, a Rainha das Trevas (1988)” de James Signorelli serão utilizados como base para essa discussão.
Palavras-chave: Bruxa. Literatura. Inquisição. Mago. Patriarcado.

Publicado
2021-10-18